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26.01.2012
Guimarães: De Guimarães para o Mundo (Crónica Rádio Fundação)
No decurso do ano que passou, muitos desconheciam ainda que, em 2012, Guimarães seria CEC. Outros, pelo contrário, afirmavam que sim, que já sabiam, que este ano a CEC era no Norte. Eu teimosamente lá dizia que não. Que não era no Norte. Era em Guimarães. E, à boleia disso, lá insistia que o Norte é uma expressão redutora para definir tantas e tantas cidades cheias de identidade e identidades. Expressões que o centralismo cultivou e a que nunca me conseguirei habituar.
O certo é que, desde sábado, não haverá já ninguém que não saiba que a CEC é em Guimarães, nessa terra onde - como destacou, e bem, o Presidente da República - Portugal já era Portugal antes de existir Portugal.
12.01.2012
A propósito da maternidade de substituição (Crónica Rádio Fundação)
Tenho uma irmã que há dois meses me disse: "Se quiseres, o teu filho crescerá na minha barriga - faço-o de coração". Eu nem queria acreditar: "Sabes o que estás a dizer?" E ela respondeu: "Não amas a minha filha como se fosse tua? Não farias tudo por ela? Quando o bebé nascer, será o mesmo: também eu farei tudo por ele, mas como tia. Será o teu filho".
Este foi o testemunho de Carla ao Jornal Público, numa reportagem sobre a maternidade de substituição - ou impropriamente chamada " barriga de aluguer" - tema que vai a debate no Parlamento na próxima semana.
15.12.2011
Cantiga da Rua não é de ninguém (Crónica Rádio Fundação)
A semanas do arranque da CEC 2012, assinalaram-se os 10 anos do reconhecimento do centro histórico como Património da Humanidade.
No passado fim- de- semana, à entrada da cidade, um cartaz com uma foto da multidão que no Verão povoa a nossa praça da Oliveira dava as boas-vindas a quem chegava a Guimarães com uma frase tirada do sentimento das nossas gentes: "O património somos nós!"
14.11.2011
Holofotes (Crónica Rádio Fundação)
Em semana de debate na especialidade do orçamento de Estado ninguém estava à espera que os holofotes do debate político se virassem para o Congresso dos Advogados Portugueses e para os eventos que se lhe seguiram.
O Bastonário da Ordem dos Advogados já mostrou que tem, de facto, o condão de desviar as atenções sobre o essencial e virar sobre si os holofotes dos media e da imprensa. Os ataques que desferiu sobre o Governo, e particularmente sobre a Ministra da Justiça, sobre os magistrados e sobre os deputados à Assembleia da República passaram os limites do tolerável para o representante institucional de todos os advogados.
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